sábado, 7 de janeiro de 2017

O REGRESSO DA SEXUALIDADE PAGÃ

By Eric Metaxas

Os progressistas sexuais alegam que estão a dar início a um "admirável mundo novo" repleto de liberdade, mas a sua "nova" moralidade é tão antiga como as montanhas.

Quantas vezes já ouviram os progressistas sexuais alegarem que aqueles de nós que defendem a moralidade sexual e o casamento tradicionais estão "do lado errado da história"? Mas como ressalva um livro recente, são os proponentes da revolução sexual que estão a abraçar uma moralidade sexual que a história deixou para trás há milénios - nas ruínas do Fórum Romano.

Sim, a civilização Ocidental está a atravessar por uma mudança cultural dramática; no espaço de alguns anos, a nossa sociedade mudou de forma fundamental o entendimento do casamento, abraçou a noção de que os homens podem-se transformar em mulheres, e está agora a promover a ideia de que homens adultos podem-se sentir à vontade para partilhar instalações sanitárias com jovens mulheres. Sem surpresa alguma, estamos também a observar esforços rumo à normalização da poligamia, pedofilia e incesto.

É precisamente em tempos como estes que temos que ter algum tipo de perspectiva histórica. E é precisamente por isso que o livro do pastor Luterano Matthew Rueger com o título de “Sexual Morality in a Christless World,” é cronologicamente apropriado. Nele, Rueger mostra como a moralidade sexual Cristã agitou o mundo pagão da Roma antiga. As noções do amor compassivo, da castidade sexual, e da fidelidade marital eram estranhos, e até chocantes para o povo dessa altura.

Citando estudiosos actuais, Rueger detalha a visão sexual do mundo Romano que durou centenas de anos. As mulheres e as crianças eram vistas como objectos sexuais; os escravos - homens e mulheres - poderiam esperar serem abusados sexualmente; a prostituição estava amplamente difundida; e o homossexualismo predatório era comum. A moralidade sexual Cristã [que limita a actividade sexual para o casamento entre um homem e uma mulher com idade para gerar filhos e filhas, cuidar do lar e ensinar os mandamentos Bíblicos à descendência] pode ter sido vista como repressiva para os licenciosos mas ela era um dom de Deus para as vítimas.

Rueger escreve que:
As alegações actuais de progressismo e avanços por via da aceitação de "visões sexuais dominantes em torno da sexualidade e do casamento [sic] homossexual" estão totalmente desinformadas.... A visão contemporânea em torno da sexualidade nada mais é que um renascimento duma visão do mundo antiga e muito menos compassiva.   

Mas ela é também o renascimento duma visão antiga e mais pobre do homem. Imaginam a reacção duma escrava pagã Romana que aprendia pela primeira vez que ela tinha valor - e não valor monetário como um bem para ser usado e descartado pelo dono - mas valor eterno visto que ela havia sido criada à Imagem de Deus.

Ou imaginem a dor de consciência sentida por um marido Romano infiel mal ele viesse a saber que Deus havia incarnado, tomado a forma dUm Homem, e que a maneira como ele cuidava do seu próprio corpo e do corpo dos outros era importante para Deus. Sem dúvida, que isto havia de ser importante.

Não podemos desviar o olhar e ignorar este renascimento profano da sexualidade pagã e da sua visão humilhante do ser humano. Mas também não podemos agitar as mãos temerosamente, ou desistir derrotados. Tal como Rueger salienta, Cristo e a Sua Igreja transformaram de maneira radical uma sexualidade mais cruel e mais caótica que a nossa.

Olhem para os crentes antigos que vieram antes de nós: Em vez de sucumbirem ou se acomodarem ao espírito da época, os novos convertidos da Igreja primitiva vieram a entender, tal como escreve Rueger, que "a moralidade Cristã fundamentava-se na pureza abrangente de Cristo e no amor auto-esvaziante... Os Cristãos já não poderiam viver como os Gregos ou como os Romanos. A sua visão do mundo e a visão que eles tinham deles mesmos eram totalmente distintas. Eles agora eram um com Cristo, de coração e alma."

Agora, escrever Rueger, a sua natureza distinta "não os irá poupar do sofrimento, mas sim convidar o sofrimento". É totalmente claro que o mesmo se aplica a nós nos dias de hoje. Será que iremos dobrar os nossos joelhos a esta renascida sexualidade pagã, ou será que iremos disponibilizar a liberdade e o plano de Deus para a sexualidade humana para um mundo que desesperadamente necessita dele?


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Claro que o renascimento desta moralidade sexual pagã não é algo "orgânico" ou consequência natural dos eventos, mas sim acto consciente e planeado levado a cabo pela elite como forma de desorganizar e fragilizar as nações ocidentais. Depois de fragilizadas, e totalmente submissas (devido à sua aderência a escolhas sexuais inferiores e auto-destrutivas), a elite poderá "reinar" sobre elas como bem entender, sem se preocupar numa revolta popular por parte de quem se encontra focado no número de parceiros e parceiras sexuais é que já teve e pode vir a ter.

Por incrível que pareça, os limites que a civilização Cristã colocou no comportamento sexual (colocando de lado a sexualidade pagã), resultaram em liberdade, enquanto que os comportamentos que a civilização pós-Cristã está a promover sob a bandeira da "liberdade sexual", irão ter como consequência a perda da liberdade.

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. - João 8:34-36

 Fonte: Marxismo Cultural 

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Obs.: Vi outro dia em um blog uma "feminista cristã" dizer que: "Quando a igreja não discute gênero ela nega direitos humanos". Um grande absurdo. Primeiro uma pessoa cristã de verdade não poderia nunca ser feminista, comunista ou socialista, depois, a igreja deve levar a mensagem de salvação a todos e não ficar debatendo temas que interessam apenas a grupos que não estão nem um pouco interessados em Deus. A Bíblia é muito clara quanto a esses assuntos e não necessita que fiquem desconstruindo as suas verdades. Elas permanecerão para sempre. 

O autor do texto acima fala que os cristãos tem a obrigação de trazer a humanidade para a verdade:

"Será que iremos dobrar os nossos joelhos a esta renascida sexualidade pagã, ou será que iremos disponibilizar a liberdade e o plano de Deus para a sexualidade humana para um mundo que desesperadamente necessita dele"

Contudo com as feministas, comunistas e os socialistas, entrando na igreja moderna (dizendo que são pastores e implementando a teologia da missão integral) interpretando a Bíblia de acordo com suas visões distorcidas, temos que ficar ainda mais atentos, pois eles se fazem de cordeiros quando na verdade são lobos querendo destruir a igreja de dentro para fora - palavras que já ouvi muito deles mesmos falando.


Tom Alvim

4 comentários:

  1. Infelizmente os cristãos de hoje estão acomodados demais! Não conseguem mais observarem os princípios bíblicos e por isso aceitam qualquer coisa falam na igreja e no mundo.

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    1. É verdade Hermes, aceitam tudo e não são como os crentes de Beréia que sempre conferiam nas Escrituras para ver se aquilo que estava sendo falado não era heresia. Abraços.

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  2. Obrigado Tom. Preciso ler.mais o seu blog. Além de que género é uma expressão científica que delimita algo como foi gerado. A igreja realmente trata de gênero pois natureza humana existem apenas dois: homem e mulher. Não precisam perder tempo dissertando o tema. Vou com a ciência. Homem é Mulher, como fomos gerados. Eu não optei por ser homem. Fui gerado e portando sou do género masculino.Qualquer comportamento opcional é condição psíquica e portanto de interpretação subjetiva. A interpretação das coisas têm sido distorcidas nestes últimos dias. Grande abraço e a familia também.

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    1. Obrigado pelo seu comentário, pena que está como anônimo (Unknown) e assim não sei exatamente quem é, mesmo assim acrescentou em muito o que foi escrito no texto. Deus o abençoe.

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