QUANDO AS SOMBRAS SILENCIAM

Ficção espiritual que conta a estória de um casal de missionários, em meio a muita ação e aventura.

HOMENS QUE LUTAM

Nova série de artigos sobre atitudes que tornam os homens mais do que vencedores.

FAMÍLIA - O PAPEL DO HOMEM.

"Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, (Efésios. 5: 25)"

FAMÍLIA - O PAPEL DA MULHER.

"Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos. (Provérbios. 14:1)"

POEMAS - Para adoçar a vida!

Poemas que nascem no coração, cresce em nossa mente e alçam vôo em nossa imaginação.

Blog Impressões Sem Pressões

"Em meio a valores distorcidos em nossa sociedade, temos JESUS CRISTO como referencial perfeito!" (Tom Alvim).

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A AUTONOMIA DAS IGREJAS BATISTAS E A CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA


Os batistas brasileiros tornaram-se centenários. Alardeiam que somos mais de seis mil igrejas em solo brasileiro, somente igrejas que fazem parte da Convenção Batista Brasileira, fora outras igrejas, também denominadas batistas, que fazem parte de outras Convenções.
 
Alguns se referem ao centenário da CBB como sendo algo depreciativo. Consideram-na uma denominação velha, antiga, ultrapassada, com valores que precisam ser revistos. Outros se referem com orgulho, prezam por sua história, e lamentam por sua firmeza que existiu até meados do século XX e que está se esfacelando, desaparecendo sob a influência e trabalho incessante exatamente dos que a consideram ultrapassada.
 
No entanto, há um ponto comum nas duas vertentes de pensamentos: ambas valorizam a autonomia das igrejas batistas. Apesar de semelhantes, são valorizações cujas intenções surgem e caminham por motivos e direções diametralmente opostas. Os que consideram a CBB ultrapassada por ser centenária, enfatizam a autonomia das igrejas com a finalidade de “modernizar” a Convenção.  Consideram que cada igreja é livre para tomar a decisão que desejar, para se expressar como lhe convier, tanto no aspecto da verbalização, quanto (e muito mais) no aspecto comportamental. As que desejam pastoras no ministério, que decidam por si só; se desejam membros e pastores gays, também que decidam por si só. Se desejarem interpretar textos da Bíblia à luz das mais variadas tendências e pensamentos incrédulos, que o façam também. Ou seja, defendem que uma igreja batista é livre para fazer o que bem entender, ou o que considerar mais conveniente. O outro grupo, o dos conservadores, considera que cada igreja é livre para não se submeter ao liberalismo teológico, nem à identificação com o mundo, nem aos misticismos religiosos que, porventura, uma organização que se considere superior às igrejas tente impingir-lhes, fazendo com que abandonem as características de verdadeiros corpos de Cristo.
 
Paira, então, a questão: as igrejas batistas deveriam ou não ser autônomas em relação à Convenção Batista Brasileira? A nossa resposta pode parecer estranha, porém precisamos compreender que sim e não. Devem ser autônomas porque uma igreja batista tem como principal característica ter a Bíblia como única fonte de fé e prática da vida cristã, e o Novo Testamento não registra, de maneira nenhuma, igrejas sendo dependentes de uma Ordem Superior, que dite seus comportamentos, que padronize por meios externos suas características e comportamentos religiosos. Um grupo de igrejas submissas a uma Organização não pode ser considerado como formado de igrejas batistas. Por outro lado, a autonomia das igrejas batistas é uma bênção, porque, se a Convenção se deteriorar, a igreja, instituição divina, pode permanecer firme e pode se unir a outras igrejas realmente batistas com a finalidade de levar adiante trabalhos que necessitam de um esforço conjunto de igrejas da mesma fé e ordem.
 
Ao mesmo tempo não deveriam ser autônomas quanto à escolha de prática religiosa, adoção de doutrinas e objetivos a serem alcançados. Precisam reconhecer que fazem parte de uma associação de igrejas que devem ter as mesmas características, e a CBB deveria ser uma associação que tenha características verdadeiramente batistas e que primasse pelo incentivo, manutenção e ação de acordo com os princípios batistas. Uma igreja que deseje fazer parte de uma Convenção Batista precisa se submeter às normas da Convenção. E a Convenção, por ser um organismo de agregação de igrejas com as mesmas características, tem que exercer o seu direito de excluir qualquer igreja que insista em praticar o que não é bíblico.
 
O próprio nome aponta para o fato de que a Convenção Batista Brasileira é batista. Tem que ter a Bíblia como único elemento que desperte e regulamente a nossa fé. Tem o dever de incentivar a prática do cristianismo conforme os padrões bíblicos. Não pode ficar a buscar uma renovação porque tem mais de cem anos. Então a Bíblia também precisaria ser renovada? A Bíblia, completa, tem quase dois mil anos e, como disse Jesus, a Escritura não pode ser anulada. Uma Convenção Batista precisa e tem o dever de só permitir que faça parte do seu corpo de igrejas cooperantes, igrejas que comunguem fielmente com este princípio.

Se a Convenção, formada pelas igrejas cooperantes, não agir assim, deixará de ser BATISTA. A Convenção precisa respeitar a independência das igrejas que vivem o cristianismo bíblico, mas deve extirpar do seu rol de igrejas cooperadoras as que insistem em viver fora dos padrões bíblicos. Não pode obriga-las a serem batistas de fato, mas não pode abrigá-las como se fossem batistas.
 
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sábado, 4 de março de 2017

SOBRIEDADE NA FALA!

VÍDEO de Ruth Catala - Parabéns por sua fala, gostei da sobriedade, algo cada vez mais raro no mundo pós-moderno:



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

APROPRIAÇÃO CULTURAL? QUE ESTROVENGA É ESSA?

Cultura não se apropria, se compartilha!

De uns dias para cá comecei a ouvir "a mais nova bobagem" do momento. A mais nova bobagem talvez para mim que tenho procurado não dar mais "ibope" para essas idiotices, mas dessa vez não consegui me segurar e estou aqui a escrever esse pequeno texto.
Outro dia assisti um vídeo em um grande Portal de Notícias aonde uma jovem acometida de câncer foi duramente repreendida por outras jovens de etnia diferente da dela enquanto esperava o seu namorado; por - Pasmem! "Estar se apropriando culturalmente daquilo que deveria ser usando apenas por mulheres negras", um turbante à moda africana. E eu que pensava já ter ouvido de tudo. Tamanha "asneira" só poderia surgir de uma estratégia bem sucessida das esquerdas mundiais para, dentre outras coisas, dividir as Nações. Assim, eles continuam sua tragetória rumo à colisão, colocando brancos contra negros, héteros contra gays, ricos contra pobres, e assim por diante, pois a lista é longa. 

Agora imagina se a moda pega de verdade. Todo brasileiro terá que deixar de jogar peteca, porque a peteca é um objeto de origem indígena. Não poderemos mais comer a nossa - ops! Desculpe-me, a deles? Deliciosa Feijoada. Também não poderemos mais usar calças jeans, ela foi inventada para os operários americanos. Nem poderemos usar também muitas palavras que já estão inculcadas em nossa língua, como por exemplo, caiçara ou itajubá, ou ainda pior nem poderemos mais falar o Português porque ele é dos homens brancos que vieram de Portugual.
Quanta loucura e desfaçatez.

Vivemos o tempo da pós-lucidez, criando intolerantes travestidos de pessoas engajadas por uma causa qualquer e que te olham com tanto ódio, talvez daquilo que eles mesmos não toleram - A diversidade mesclada com a misgenação, aonde uma coisa não consegue viver sem a outra.

Cultura não é privilégio de alguns, mas sim um ente subjetivo que pode ser usufruido por todas as pessoas; ou não - isso é liberdade - que deixam os seus preconceitos de lado para viverem livres de verdade, sem; com o dedo em riste afrontar quem quer que seja na rua para imporem a sua visão de vida, ou pior ainda, quiça a sua funesta visão de morte.

Autor: Tom Alvim
Imagem: Freeimages

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

HOMENS QUE LUTAM - Reverenciam os idosos!

Homens que lutam reverenciam os idosos! Aprendi a pedir a bênção aos mais velhos e me emocionei ao ver o vídeo do meu Exército. Parabéns a essa tropa de guerreiros alados que sabem o valor do respeito.


"A bênção minha mãe!" - Ensino o respeito para os meus filhos, através de palavras e de ações. Essa senhora idosa representa todas as "nossas mães" pelo Brasil afora.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

HOMENS QUE LUTAM - Preparam-se para a guerra!


Nos idos de 1980 aconteceu algo comigo que realmente mudou a minha vida e fez também com que a minha visão de mundo mudasse. Encontrei a libertação através dos estudos, como indivíduo e como parte de um todo que é a nossa sociedade. Lembro-me muito bem que apesar da Escola Pública da época ainda ser de boa qualidade - e digo isso por que ESTUDEI nela e não por que alguém me disse que era - foi nos cursinhos que descobri a liberdade para ascender socialmente. Foi nos cursos que fiz que aprendi que o esforço gera recompensas e que o mérito é a chave para o crescimento humano. 

Convivi com jovens de diversas classes sociais e o que nos diferenciava era a vontade de aprender e nada mais. Naquela época não existia ainda no mundo pós-moderno a ideia do "vitimismo" e do egoísmo que olha somente para as suas necessidades sem perguntar para o indivíduo qual é a sua parcela de culpa na situação aonde ele se encontra. 

Essa visão do Estado provedor e das cotas raciais nem sequer era difundida, apesar de existir no mundo acadêmico de esquerda, que no Brasil era e ainda é a esmagadora maioria. Aqueles jovens levavam suas marmitas aquecidas usando álcool e latas de conservas para passarem o dia inteiro estudando conteúdo programáticos para diversas provas. Muitos desses jovens queriam tanto passar nos concursos públicos da época que acabaram conseguindo alcançar os seus objetivos. Não existia ninguém naquele grupo que ficasse murmurando, choramingando ou dizendo que o Estado ou a sociedade tinha algum tipo de dívida histórica com eles. Jovens de todas as etnias e não somente o homem branco, hetero, cristão, ou seja, o estereótipo criado pelas esquerdas como sendo o opressor da humanidade. O que se via era estudo, concentração e sucesso.

Assim é a vida. O homem que quer alcançar os seus objetivos tem à sua frente uma longa jornada de preparação e posteriormente de lutas intermináveis, mas com certeza será vitorioso na guerra.

Um homem fraco que não tem disposição para se preparar estará fadado ao fracasso, mesmo que ganhe um prêmio em jogos legais, irá perder tudo, em pouco tempo por falta de preparo.

O preparo é a essência para o sucesso em tudo o que um homem venha a se dispor a fazer. Seja na família, no trabalho, na igreja ou em qualquer outro lugar. Sem preparo ele irá gastar muita energia e não chegará a lugar algum, assim como "uma barata tonta" que não sabe aonde vai chegar.

No começo dos meus estudos, quando ainda não tinha entendido isso, me lembro que as vezes ficava horas lendo artigos, textos e teorias pensando em outras coisas, como por exemplo como seria o futebol no campinho em frente à minha casa ou como seria a programação de sábado à noite na igreja que eu congregava. No final daquelas horas disperdiçadas não me lembrava de nada que havia "estudado" e me sentia muito frustrado com tudo aquilo. Depois que entendi que era mais importante estudar poucas horas proveitosas do que muitas horas com a mente dispersa, pude ganhar muito mais com meu precioso tempo e quando ia para as provas, sabia muito bem o que estava fazendo. Algo que no início era difícil se tornava fácil e até prazeroso.

Como homem, sei que o preparo determinará o curso das batalhas que viverei e que ao me preparar honrarei também ao Pai Eterno que não fez o universo de qualquer maneira para ver no que ia dar. Foi através de leis e limites incontáveis e com zelo tão grande que demonstrou o seu amor por aqueles a quem criou.

Não sei de quem é a frase sobre sorte, se alguém souber me avise para que eu possa dar os devidos créditos ao autor, mas alguém disse o seguinte sobre ela: "Sorte é preparo mais oportunidade". Creio muito nisso.

Autor: Tom Alvim
Imagem: Google

domingo, 22 de janeiro de 2017

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

NÃO EXISTE RACISMO REVERSO. EXISTE RACISMO (E NÃO APENAS CONTRA NEGROS).

Créditos: Blog Spotnik

Os livros de história carregam sempre bons indicadores. Eles estão lá. Não faz muito tempo assim, ainda na aurora do século vinte, curdos foram dizimados por tropas sunitas, indianos sofreram na África Oriental e na Oceania, armênios foram exterminados na Turquia, chineses na Malásia, judeus na Alemanha, brancos foram perseguidos no Zimbábue.
A História é um grande monumento indicativo de que não existe racismo reverso: existe racismo (e não apenas contra negros).
E essa não é exatamente apenas uma vergonha do passado. Ainda há forte discriminação étnica em diferentes partes do mundo contra orientais, latino-americanos (que ainda são classificados como uma categoria sócio-racial nos EUA), árabes, judeus, ameríndios.
Sob qualquer perspectiva que se encare esse assunto, definitivamente não há um monopólio da discriminação racial no mundo. Pior: boa parte desse problema remete a questões políticas e econômicas muito mais complexas do que a mera aversão à cor de pele. Não é como se nós simplesmente rejeitássemos alguém apenas por suas características físicas – nós criamos identidade cultural a esses traços, e a partir deles exercemos a discriminação.
A catástrofe acusa quando misturamos esses pré-julgamentos com visões ideológicas. Como diz o psicólogo canadense Steven Pinker:
“Muitos dos nacionalismos do século XIX e início do século XX eram guiados por imagens utópicas de grupos étnicos florescendo em suas terras natais, frequentemente baseados nos mitos de tribos ancestrais que colonizaram o território na aurora dos tempos.”
Em outras palavras: o racismo pode também ser facilmente confundido com um sentimento anti-urbano, anti-globalização, anti-capitalista (e um grande gatilho para a xenofobia). Muitos dos regimes ditatoriais mais perversos do século vinte, e dos conflitos étnicos mais sangrentos, foram construídos através da propaganda de um passado agrário utópico, ingênuo, pré-capitalista; um desejo romântico reprimido da volta de um tempo aparentemente menos caótico, quando ancestrais étnicos povoavam suas terras em harmonia com a natureza, numa vida mais simples e aparentemente menos desigual.
Não foi uma coincidência o fato de diferentes minorias burguesas (em geral, de grupos étnicos que se especializaram em nichos de intermediação) terem sofrido perseguição em regimes socialistas, como na China, na União Soviética e no Camboja (onde moradores das cidades eram expulsos para o campo). Como conta o historiador australiano Ben Kiernan no livro Blood and Soil, a antipatia por tais grupos econômicos se transformou em hostilidade por grupos étnicos.
É exatamente o que aconteceu com os judeus na Europa que, graças a uma brecha no livro de Deuteronômio (“Para um estrangeiro, vós podeis emprestar sob a usura; mas não emprestarás sob a usura ao vosso irmão”), puderam se especializar em agiotagem, uma das raras atividades que lhe eram permitidas (vale lembrar que emprestar dinheiro era pecado para os católicos).
A origem da palavra gueto, aliás, tão associada à discriminação racial no mundo, é uma contração de borghetto, diminutivo de “burgo”. O termo provém do bairro veneziano Ghetto Novo, instituído em 1516, onde os judeus, uma minoria étnica, podiam viver isolados. Era lá que eles deveriam ser confinados a cada noite e nos feriados cristãos. Por lá também eles eram obrigados a usar um “O” amarelo nas costas.
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A própria palavra “escravo” nos oferece claros indicativos de que nunca houve um monopólio de intolerância racial no mundo: sua origem vem do latim sclavus (“pessoa que é propriedade de outra”), que por sua vez surge de slavus – ou “eslavo” em bom português, uma minoria étnica caucasiana com um longo passado escravo.
Ok, mas onde os negros entram nessa?
Negros foram escravizados no continente americano num período muito específico da humanidade. No século dezoito e dezenove, enquanto eles levavam covardes chibatadas, ainda presos a uma cultura mercantilista e anti-individualista, parte livre do Ocidente desenvolvia instituições capazes de permitir uma explosão de desenvolvimento econômico jamais testemunhada em toda história. Enquanto muitos desses homens livres – em geral, caucasianos – puderam ter acesso a essas instituições (propriedade privada, acesso ao mercado, direito ao crédito), enriquecendo nesse intervalo de tempo, a maior parte da população negra no continente foi exposta a um limbo de subdesenvolvimento, completamente ausente de instituições – um local impreciso, em guetos onde nem o capitalismo de mercado habitava, nem o mundo pré-capitalista fazia mais sentido.
É nesse local marginalizado que nasce o racismo moderno contra negros. É a associação à pobreza, à marginalidade, à violência, à desigualdade, historicamente conectada a esse grande cartão de visitas que é a etnia, cheia de referências históricas, culturais e socioeconômicas.
Quando você não permite, por exemplo, que a instituição da Justiça alcance esses guetos, é perfeitamente compreensível que uma anarquia generalizada, ausente de bons instrumentos de controle, combata a violência. 
Ou seja: negros foram vítimas de um sistema bárbaro escravocrata e após o fim desse modelo, foram jogados à marginalidade num mundo totalmente novo, que enriquecia como nunca antes foi possível. A desigualdade era uma consequência inevitável.
E não pense que essa é uma adversidade presa a um passado remoto. Tais problemas institucionais ainda insistem em castigar parte considerável da população negra no continente americano, condenando ela ao subdesenvolvimento.
Quer um exemplo? Uma análise conservadora do Instituto Atlântico aponta que cerca de metade das moradias brasileiras ainda não são legalizadas (leia-se: pessoas que possuem uma moradia, mas não têm o registro formal para capitalizá-la, o direito pleno à propriedade). E onde você acha que essas residências todas estão? Pois é, nas periferias.
Ainda não se deu conta do tamanho da encrenca que isso significa? Parte considerável da população negra brasileira ainda é impedida de ter acesso àquela que é a instituição mais importante do capitalismo: a propriedade privada. E o cenário só piora quando você se dá conta que muitos dos grupos que dizem falar em nome de tal parcela da população, ignorando que essa é parte fundamental da construção de riqueza no Ocidente, pouco a considera uma prioridade em suas causas. O resultado é a inabalável perpetuação da pobreza.
E o que a população negra precisa para sair dessa emboscada? Essa resposta nunca é tão simples como parece. Quer dizer, não há uma varinha mágica, capaz de resolver todos os nossos problemas da noite para o dia. Mas, em geral, há bons elementos para acreditar que o acesso às mesmas instituições que permitiram o desenvolvimento de parte do Ocidente seja a cura para o subdesenvolvimento negro – e num país como o nosso, esse está longe de ser um problema apenas da parcela negra da população (embora essa seja a que mais esteja exposta a ele).
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“E os brancos?”, você deve estar pensando. “Sofrem os mesmos preconceitos que os negros?”
Evidente que não. Mas isso não apaga o fato de que quando quatro negros norte-americanos sequestram um branco, o agredindo, amarrando seus pés e suas mãos e o amordaçado com uma fita adesiva, gritando “vão à merda, brancos!”, o único nome possível para caracterizar essa cena se chama racismo. Qualquer outra indicação diferente dessa (como fez a CNN, por exemplo) não passa de exercício de estupidez.
O mesmo vale quando homens negros são tratados com palavras pejorativas como palmiteiros por se relacionarem com mulheres brancas. A tal Síndrome de Cirilo, como apontam ativistas do movimento negro, é apenas uma versão politicamente correta dos abusos cometidos até bem pouco tempo atrás na sociedade americana, quando casais inter-raciais eram proibidos de se casarem (e por vezes manterem relações sexuais) graças a leis anti-miscigenação (medidas que também foram adotadas na Alemanha Nazista, entre 1935 e 1945, e na África do Sul durante o Apartheid, entre 1949 e 1985). É perfeitamente possível discutir problemas de autoestima, hipersexualização e abandono enfrentados por muitas mulheres negras sem apelar a uma caça às bruxas racial.
E dizer tudo isso não é transformar a intolerância contra brancos em algo moralmente mais condenável que contra negros. Tampouco é colocar em pé de igualdade estatisticamente ambos os casos, como se brancos e negros sofressem racismo com a mesma frequência. Não sofrem.
Nada disso, porém, apaga o fato de que intolerância racial é algo estúpido independente das características físicas da vítima. Não há um monopólio de etnias discriminadas. Tampouco há uma concessão para que determinadas etnias possam discriminar.

Autor: Rodrigo da Silva

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

AS OPINIÕES POLÍTICAS DE UM ARTISTA VALEM TANTO QUANTO AS CRÍTICAS DE ARTE DE UM POLÍTICO

Fonte: spotniks.com

Foi o grande Kevin Spacey, protagonista de uma das séries políticas mais influentes do nosso tempo, quem disse:
– A opinião de um ator sobre política não importa merda alguma.
Vencedor de dois Oscar, três Screen Actors Guild Awards e um Sundance; indicado cinco vezes ao Emmy e oito vezes ao Globo de Ouro, Kevin pode se considerar uma exceção.

Em geral, por alguma razão, artistas acreditam que possuem certa clarividência, como se fossem mensageiros de um mundo novo, utópico, desejável, e julgam residir um andar acima dos reles mortais, feito eu e você, num bloco muito específico desse grande condomínio que é a opinião pública: no conjunto dos salvadores da humanidade, na pretensiosa cobertura daqueles que se dão muita importância.
No fundo, o que move figuras como Gregório Duviver e Monica Iozzi não é a mera busca pela verdade e o empirismo, é o mesquinho exibicionismo narcísico de quem julga se importar com o próximo mais que o próximo. É muito além de uma perseguição a uma compreensão acurada da realidade, é uma síndrome de messianismo, como se houvesse uma luta do bem contra o mal travada nesse exato instante, entre aqueles que monopolizam o amor contra aqueles que tiranizam o mundo, entre os que se importam com o bem-estar dos injustiçados contra os que só se importam em praticar suas injustiças.
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Artistas não raramente julgam carregar o fardo de um estandarte da Verdade. Por darem à luz imitações da vida humana, por habitarem cenários alternativos que devem respeito apenas às suas leis e aos seus incentivos, por construírem narrativas e feitiços, acreditam enxergar o mundo real do avesso. Mais do que isso: supõem que a mera perseguição à beleza lhes garante ingresso cativo no reino dos sábios.
E é por isso que quando questionam visões políticas, influenciam eleições apoiando determinados candidatos ou fazem lobby pela aprovação de projetos de lei, artistas se comportam quase como se esperassem pela aclamação popular, por um grande agradecimento coletivo dos cidadãos de segunda classe, pelo tempo dispendido na revelação de suas percepções.
É perfeitamente compreensível, aliás, que se questione suas motivações. Ao contrário dos cidadãos de segunda classe, pagadores líquidos de impostos, artistas movimentam um mercado que abocanha generosas fatias de dinheiro público e ao final de história, realizam tamanho lobby pela concentração do papel do Estado na sustentação de suas indústrias quanto outros metacapitalistas de almanaque, do setor petroquímico ao de veículos automotores – tudo sob a justificativa de que fornecem um artigo fundamental ao desenvolvimento humano.
E qual é o partido mais interessado em inchar o Estado norte americano e abraçar o lobby de Hollywood? Pois é, ele mesmo: o Partido Democrata.
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Segundo uma pesquisa do Los Angeles Times, que usou um algoritmo e relatórios específicos para classificar os doadores por cada setor, 9 em cada 10 dólares doados pela indústria do entretenimento em Hollywood aos candidatos presidenciais de 2016 de ambos os partidos possuíram o mesmo caminho: a campanha da democrata Hillary Clinton. Entre seus doadores estavam Dana Walden, chefe do Fox Television Group, Patrick Wachsberger, co-presidente do Lionsgate Motion Picture Group e Michael Lombardo, presidente de programação da HBO.
Em 2012, nomes como Jeffrey Katzenberg, diretor executivo da DreamWorks, Harvey Weinstein, co-fundador da Miramax Films e co-presidente da The Weinstein Company, Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, David Cohen, vice-presidente executivo da Comcast, Josh Berger, executivo da Warner Bros, Michael Lynton, CEO da Sony Entertainment, Ari Emanuel, CEO da agência WME, Peter Chernin, ex-presidente da News Corp e atual CEO do The Chernin Group, e Richard Plepler, co-presidente da HBO, já haviam doado quantias milionárias à campanha de outro democrata: Barack Obama. 
E os grandes chefões dos estúdios não são os únicos a apoiar o Partido Democrata. Longe disso. Dos 60 roteiristas, atores, diretores e produtores nomeados para a edição do Oscar que premiou 12 Anos de Escravidão com a principal estatueta, 23 contribuíam para um candidato ou um comitê partidário desde 1989. E de acordo com um padrão de longa data de Hollywood, a maioria dessas doações têm sido dirigidas ao Partido Democrata.
Como aponta a Open Secrets, a principal organização de monitoramento das doações eleitorais nos Estados Unidos, a indústria do cinema, da televisão e da música (e aqui considerando todos os seus membros – grandes chefões, roteiristas, diretores, atores, músicos, etc) doou $37.127.743 aos democratas em 2008, ano da eleição de Barack Obama, e $34.156.214 em 2012, ano de sua reeleição. Em 2008, apenas 18% das doações da indústria havia sido dirigida ao Partido Republicano – em 2012, esse número subiu para 21%. Em geral, nos últimos 26 anos, Hollywood foi a 13ª indústria com maior peso nas doações eleitorais americanas, depositando um total de $247.820.485 nos fundos do Partido Democrata, que abocanhou 75% do valor total doado durante o período. Em 2015, a indústria foi a 19ª, entre mais de 80, a mais gastar com lobby em Washington.
Nas últimas eleições, segundo a mesma Open Secrets, Hillary Clinton recebeu $7,581,975 da indústria da música, da tv e do cinema. Faz ideia de quanto Trump levou na mesma campanha? Pífios $193,441, quase quarenta vezes menos. Até Bernie Sanders, que sequer chegou a disputar as eleições, recebeu quase oito vezes mais doações que o nova iorquino.
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E é por isso que nem toda opinião de um artista, seja ele gringo ou não, deve ser encarada sem considerar os interesses da indústria que ele defende (e aqui e aqui nós temos duas listas de artistas brasileiros que vivem opinando sobre política e que já receberam dinheiro público). Atualmente, os pagadores de impostos americanos desembolsam 1,5 bilhão de dólares todos os anos direto para as contas dos grandes estúdios em Hollywood.
E é aí que reside o grande problema.
Quando Meryl Streep abre a boca enquanto representante de uma indústria bilionária, após acumular 65 milhões de dólares em sua carreira (o que a coloca entre as 0,0025% das pessoas mais ricas do mundo), num teatro suntuoso, num dos metros quadrados mais caros da América, após uma chegada triunfal de limousine, cercada de homens e mulheres milionários vestidos com as roupas mais caras do planeta, provando algumas das comidas e bebidas mais exclusivas que se tem notícia, para dizer o quanto ela se importa com o próximo – e de modo excepcional com a desigualdade -, para justificar por que sustenta o seu discurso partidário, quanto disso faz sentido?

Qual é a preocupação real de Streep com as mulheres quando ela aplaude de pé, de forma veemente, a vitória do diretor Roman Polanski, como fez no Oscar 2003, mesmo sabendo que Polanski é um fugitivo e criminoso confesso do estupro de uma garota de 13 anos (fato, aliás, que lhe ausentou da cerimônia de premiação, sob o risco de ser preso em solo americano)? Como se comportar como uma defensora dos direitos humanos e aplaudir de forma tão efusiva um cidadão que se defende, como fez em 1979 numa entrevista ao escritor Martin Amis, dizendo:
“Se eu tivesse matado alguém, isso não seria tão apelativo para a imprensa, sabe? Mas… foder, sabe, e as garotinhas. Os juízes querem foder com garotinhas. Jurados querem foder com garotinhas. Todos querem foder garotinhas!”
Quando uma atriz como Jennifer Lawrence acumula 46 milhões de dólares num único ano, como fez em 2016, recebendo mais do que 99% dos homens no planeta (incluindo quase todos os atores e os demais profissionais masculinos de sua indústria), o que lhe dá o direito de questionar desigualdade de gênero? Se é injusto receber menos que um par de atores homens, quanto Lawrence acredita ser justo o que ela recebe em comparação com os demais seres humanos do planeta?
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Quem paga caro por isso? Eles mesmos: os artistas que se negam a dançar a mesma música. É o caso de Kurt Russell, estrela de Os Oito Odiados. Como ele mesmo contou ao jornalista americano Bill O’Reilly, comportar-se como um liberal clássico em Hollywood (“o lugar mais progressista do mundo”, segundo o comediante – e progressista – Bill Maher) aparentemente é quase o mesmo que assumir-se membro de alguma organização terrorista internacional:
“Kurt Russell: Eu tenho dito que há pessoas que não trabalhariam comigo por medo das minhas visões políticas.
Bill O’Reilly: Sério? Quais são as suas visões políticas?
Kurt Russell: Um governo constitucionalmente limitado. Eu acredito nisso.”
Kurt, no entanto, não se sente especial por suas posições ideológicas. Numa entrevista recente para Whoopi Goldberg, o americano revelou o que mais lamenta na indústria:
– A última coisa que eu gosto de assistir são artistas ou atores falando sobre política.
Kurt Russel está certo. A opinião política de um artista vale tanto quanto a crítica de arte de um político. 

Autor: Rodrigo da Silva

sábado, 7 de janeiro de 2017

O REGRESSO DA SEXUALIDADE PAGÃ

By Eric Metaxas

Os progressistas sexuais alegam que estão a dar início a um "admirável mundo novo" repleto de liberdade, mas a sua "nova" moralidade é tão antiga como as montanhas.

Quantas vezes já ouviram os progressistas sexuais alegarem que aqueles de nós que defendem a moralidade sexual e o casamento tradicionais estão "do lado errado da história"? Mas como ressalva um livro recente, são os proponentes da revolução sexual que estão a abraçar uma moralidade sexual que a história deixou para trás há milénios - nas ruínas do Fórum Romano.

Sim, a civilização Ocidental está a atravessar por uma mudança cultural dramática; no espaço de alguns anos, a nossa sociedade mudou de forma fundamental o entendimento do casamento, abraçou a noção de que os homens podem-se transformar em mulheres, e está agora a promover a ideia de que homens adultos podem-se sentir à vontade para partilhar instalações sanitárias com jovens mulheres. Sem surpresa alguma, estamos também a observar esforços rumo à normalização da poligamia, pedofilia e incesto.

É precisamente em tempos como estes que temos que ter algum tipo de perspectiva histórica. E é precisamente por isso que o livro do pastor Luterano Matthew Rueger com o título de “Sexual Morality in a Christless World,” é cronologicamente apropriado. Nele, Rueger mostra como a moralidade sexual Cristã agitou o mundo pagão da Roma antiga. As noções do amor compassivo, da castidade sexual, e da fidelidade marital eram estranhos, e até chocantes para o povo dessa altura.

Citando estudiosos actuais, Rueger detalha a visão sexual do mundo Romano que durou centenas de anos. As mulheres e as crianças eram vistas como objectos sexuais; os escravos - homens e mulheres - poderiam esperar serem abusados sexualmente; a prostituição estava amplamente difundida; e o homossexualismo predatório era comum. A moralidade sexual Cristã [que limita a actividade sexual para o casamento entre um homem e uma mulher com idade para gerar filhos e filhas, cuidar do lar e ensinar os mandamentos Bíblicos à descendência] pode ter sido vista como repressiva para os licenciosos mas ela era um dom de Deus para as vítimas.

Rueger escreve que:
As alegações actuais de progressismo e avanços por via da aceitação de "visões sexuais dominantes em torno da sexualidade e do casamento [sic] homossexual" estão totalmente desinformadas.... A visão contemporânea em torno da sexualidade nada mais é que um renascimento duma visão do mundo antiga e muito menos compassiva.   

Mas ela é também o renascimento duma visão antiga e mais pobre do homem. Imaginam a reacção duma escrava pagã Romana que aprendia pela primeira vez que ela tinha valor - e não valor monetário como um bem para ser usado e descartado pelo dono - mas valor eterno visto que ela havia sido criada à Imagem de Deus.

Ou imaginem a dor de consciência sentida por um marido Romano infiel mal ele viesse a saber que Deus havia incarnado, tomado a forma dUm Homem, e que a maneira como ele cuidava do seu próprio corpo e do corpo dos outros era importante para Deus. Sem dúvida, que isto havia de ser importante.

Não podemos desviar o olhar e ignorar este renascimento profano da sexualidade pagã e da sua visão humilhante do ser humano. Mas também não podemos agitar as mãos temerosamente, ou desistir derrotados. Tal como Rueger salienta, Cristo e a Sua Igreja transformaram de maneira radical uma sexualidade mais cruel e mais caótica que a nossa.

Olhem para os crentes antigos que vieram antes de nós: Em vez de sucumbirem ou se acomodarem ao espírito da época, os novos convertidos da Igreja primitiva vieram a entender, tal como escreve Rueger, que "a moralidade Cristã fundamentava-se na pureza abrangente de Cristo e no amor auto-esvaziante... Os Cristãos já não poderiam viver como os Gregos ou como os Romanos. A sua visão do mundo e a visão que eles tinham deles mesmos eram totalmente distintas. Eles agora eram um com Cristo, de coração e alma."

Agora, escrever Rueger, a sua natureza distinta "não os irá poupar do sofrimento, mas sim convidar o sofrimento". É totalmente claro que o mesmo se aplica a nós nos dias de hoje. Será que iremos dobrar os nossos joelhos a esta renascida sexualidade pagã, ou será que iremos disponibilizar a liberdade e o plano de Deus para a sexualidade humana para um mundo que desesperadamente necessita dele?


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Claro que o renascimento desta moralidade sexual pagã não é algo "orgânico" ou consequência natural dos eventos, mas sim acto consciente e planeado levado a cabo pela elite como forma de desorganizar e fragilizar as nações ocidentais. Depois de fragilizadas, e totalmente submissas (devido à sua aderência a escolhas sexuais inferiores e auto-destrutivas), a elite poderá "reinar" sobre elas como bem entender, sem se preocupar numa revolta popular por parte de quem se encontra focado no número de parceiros e parceiras sexuais é que já teve e pode vir a ter.

Por incrível que pareça, os limites que a civilização Cristã colocou no comportamento sexual (colocando de lado a sexualidade pagã), resultaram em liberdade, enquanto que os comportamentos que a civilização pós-Cristã está a promover sob a bandeira da "liberdade sexual", irão ter como consequência a perda da liberdade.

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. - João 8:34-36

 Fonte: Marxismo Cultural 

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Obs.: Vi outro dia em um blog uma "feminista cristã" dizer que: "Quando a igreja não discute gênero ela nega direitos humanos". Um grande absurdo. Primeiro uma pessoa cristã de verdade não poderia nunca ser feminista, comunista ou socialista, depois, a igreja deve levar a mensagem de salvação a todos e não ficar debatendo temas que interessam apenas a grupos que não estão nem um pouco interessados em Deus. A Bíblia é muito clara quanto a esses assuntos e não necessita que fiquem desconstruindo as suas verdades. Elas permanecerão para sempre. 

O autor do texto acima fala que os cristãos tem a obrigação de trazer a humanidade para a verdade:

"Será que iremos dobrar os nossos joelhos a esta renascida sexualidade pagã, ou será que iremos disponibilizar a liberdade e o plano de Deus para a sexualidade humana para um mundo que desesperadamente necessita dele"

Contudo com as feministas, comunistas e os socialistas, entrando na igreja moderna (dizendo que são pastores e implementando a teologia da missão integral) interpretando a Bíblia de acordo com suas visões distorcidas, temos que ficar ainda mais atentos, pois eles se fazem de cordeiros quando na verdade são lobos querendo destruir a igreja de dentro para fora - palavras que já ouvi muito deles mesmos falando.


Tom Alvim