quarta-feira, 9 de março de 2016

DIAS DIFÍCEIS E ANGUSTIOSOS PARA AS IGREJAS DE CRISTO

Pr Barbosa Neto

Vivemos dias difíceis e angustiosos. Estamos a cada dia nos embrenhando numa desfiguração do cristianismo bíblico que até Deus duvida. Em nome do ‘amor’ vale tudo, até mesmo ir em encontro aos nossos princípios, chutando com os pés as nossas doutrinas e nosso posicionamento histórico. Estamos cada vez mais desfigurados e quando nos olhamos no espelho da nossa realidade, sentimo-nos vergonhados de nós mesmos... Quem somos? Aonde queremos ir e onde estamos? O liberalismo invade as nossas igrejas locais, e toma conta de nossos púlpitos, dos quais saem veneno quando deles deveriam germinar o bom alimento para saciar e fortalecer as ovelhas do Senhor.
Admoestar contra a apostasia em nosso dias parece ser semelhante a alertar os cristãos sobre a potencial vinda de um dilúvio quando eles já estão com a água da inundação até os joelhos. Infelizmente, para muitos, nem mesmo objetos flutuantes, isto é, as óbvias corrupções cometidas contras as Sagradas Escrituras por ‘pastores’ e ‘pastoras’ ostensivamente descomprometidos com a História do povo chamado e dissociados com a Palavra da Verdade do Evangelho, e que sem nenhum pudor, trazem no meio do povo de Deus um “outro evangelho”, e isso parece chamar muito a atenção.
Lamentamos que indivíduos inescrupulosos, arrotando saber ‘teológico’, de botequim de quinta categoria, tenham o desplante de alegar que os crentes fiéis e bíblicos, que vivenciam o Cristianismo, escarrando  no rosto do fiel povo de Deus, afirmando que “na maioria das suas igrejas se apegaram apaixonadamente muito mais por suas doutrinas, estruturas e estatutos do que pelas vidas/pessoas pelas quais Jesus de Nazaré derramou seu sangue”. O que estes ‘teólogos’ entendem ser o Evangelho, a Boa Nova de salvação? Evangelho que não muda vidas, que não transforma vidas, que as faz “novas criaturas” não é Evangelho da redenção, não é o Evangelho transformador, mas o “outro evangelho”. Vejamos o que o apóstolo Paulo já advertia aos gálata: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cisto para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gálatas 1.6-9).
Não obstante a toda esta enxurrada de heresias que avança em direção às nossas igrejas locais, continuamos tendo esperança e orando para que a mensagem alcance aqueles que têm olhos para ver e ouvidos pra ouvir o que a Palavra de Deus prevê claramente. Para aqueles que admitem as coisas que estão acontecendo como a Bíblia descreve como pecado, tratando o pecado coo ele é, pode ser uma experiência aflitiva e ao mesmo tempo trazer contentamento. A parte triste é o reconhecimento das consequências devastadoras e destrutivas da apostasia que está acontecendo no mundo, nas igrejas, entre nossos amigos e pessoas que amamos e que têm sucumbido aos crescentes enganos e seduções, através de ‘pregoeiros’ das trevas.
Como devemos tratar com esses tempos difíceis de liberalismo que se opõem agressivamente às instruções das Sagradas Escrituras para vivermos nossa vida de maneira que seja agradável a Deus? A resposta é simples: aprenda o que a Bíblia verdadeiramente ensina e depois faça o que ela diz, em espírito e em verdade. Um ensinamento que é uma questão de crescente preocupação é a comunhão – a falta dela – entre os crentes. Será que a igreja local onde estamos inseridos prega verdadeiramente a palavra de Deus ou ensinamentos pragmático dos homens? Ultimamente temos visto tantas igrejas locais em nosso meio aderirem a ensinamentos questionáveis e a programas não-bíblicos, e isso tem surgido para espanto nosso da noite para o dia.
Saibamos de uma coisa: nem toda igreja que se diz Batista encara a Bíblia como sua única de regra de fé e de prática, ela “é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas as doutrinas e a conduta dos homens”. Aqueles que desejarem ser fiéis á fé “que uma vez por todas foi dada aos santos (Judas v3) serão no mínimo marginalizados, com experiências ainda piores nos dias que estão diante de nós. Depois de décadas de sedução espiritual devida a ensinamentos não-bíblicos, às falsas práticas, ás concessões ao mundo, à persistente aceitação das pseudos-ciências da evolução e da psicoterapia, a consideração do homossexualismo como “socialmente correto”, e ânsia por se fazerem as coisas do jeito do homem e não na maneira de Deus, chegamos ao momento em que é chegada “a ocasião de começar o juízo de Deus” ( 1Pedro 4.17).
Vivemos hoje uma imitação sedutora do cristianismo sem precedentes. Apresentamos uma forma de cristianismo bíblico falso, sema  verdade, sem a palavra da verdade do evangelho, sem suas instruções, mas a religião do Anticristo que se tornará em um sistema de crenças orientado para o amor do ego e para a deificação do ego que inicialmente tema  “forma de piedade”. Paulo diz: “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigo do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes”. (II Timóteo 3.1-5). Aos crentes simplesmente professos lhes será dado um passe-livre para que continuem em seus pecados, em suas perversões, desagradando a Deus – mas não aos crentes bíblicos fiéis, verdadeiramente regenerados e transformados, aqueles que permanecerem firmes na palavra de Deus.
Será que a igreja cristã poderá algum dia voltar contra si mesma? Sim! E isso já está acontecendo! Mas essa será  a igreja apenas professa, com seus lideres cegados e mercenários iludidos. Eles posarão de verdadeiros pastores, mas são, na verdade, lobos vorazes vestidos em pele de ovelha. Aqueles que, de fato, fizeram o papel de cristãos, mas nunca nasceram de novo (João 3.3,5). E os que nasceram de novo, são “novas criaturas” em Cristo Jesus. (II Coríntios 5.17).               
Estamos abismados com o que aconteceu no último dia 28 de fevereiro do ano em curso, na Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió – AL, integrante da Convenção Batista Alagoana. Não somos contra aos homossexuais, mas contra a prática do homossexualismo. E aprovar a vivência do homossexualismo no meio de uma igreja local, é algo inaceitável. E líder daquela igreja diz com todas as letras, que “louvo a Deus pela vida do irmão Júlio Daniel que, corajosamente há 10 anos, de forma pura e até inocente declarou sua condição sexual publicamente na igreja, gerando na ocasião, desconforto para alguns e desafio para outros que a partir daquele momento começaram a considerar o tema de forma mais didática e pedagógica em oração”. Em outras palavras, aquele irmão confessando a sua opção sexual, mesmo gerando desconforto àquela comunidade, foi aceito assim mesmo, como se isso fosse um comportamento do agrado de Deus.
A Bíblia fala de sexo como nenhum outro livro. O estupro, o incesto e o adultério são nela claramente mencionados porque são problemas do homem. E Deus deseja resolvê-los, mas não da forma como passaram 10 anos debatendo os líderes daquela Igreja local – Wellington Santos e Odja Barros Santos. Recentemente referido pastor, convidado que foi para ser preletor de uma recente convenção da Convenção Batista Baiana, surpreendeu a família batista baiana, quando proferiu palavras não muito familiares em uma de suas mensagens, quando chegou a perguntar para os convencionais “o que as mulheres dos pastores tinham entre as pernas, cuja intenção ser de ser agradável diante da plateia com relação a desejos e assuntos de relacionamento íntimos, desagradando e chocando centenas e centenas de irmãos e irmãs que não estão acostumados com este tipo ‘moderno’ linguajar chulo.
Na Bíblia o sexo é um fator importante na fida humana, e dentro dos propósitos divinos, cumpre sua finalidade como prazer mais alto do amor, companheirismo e procriação. Mas um homossexual não pode pensar assim. Mas na cabeça e na orientação distorcida daquela casal de lideres, pode.
Saibamos: a relação tido como “pura e inocente” do tal irmão com desvio de comportamento é sempre imperfeita – física, moral e espiritualmente. Pode ser consentida e livre, mas cheia de conflitos, e peso no coração, porque está desobedecendo ao Senhor, além de não oferecer nenhuma estabilidade ou vínculo permanente. O homossexual sabe que nunca substituirá uma mulher em qualquer nível que deseje imaginar. Só com uma mulher um homem estabelece uma ligação verdadeira, só ela pode ser companheira; só ela pode gerar filhos. E o homossexual sabe que isso é impossível no seu caso de relacionamento contrários aos planos de Deus. E um lar só se forma com um homem e uma mulher que se amam e temem a Deus. E relacionamento homossexual, mesmo que a igreja encare como “puro e inocente”, não passa de um desvio da vontade de Deus, e a Bíblia chama a isso de pecado e é contra a esse tipo de pecado e a qualquer atividade sexual incorreta. A Bíblia diz: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”. (Levíticos 18.22). “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável” (Levítico 20.13).              
Desde o Gênesis, passando pela lei e pela trajetória do povo hebreu, até os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento, a tradição bíblica aponta no sentido de que Deus criou homem e mulher com papéis sexuais definidos e complementares do ponto de vista moral, psicológico e físico. Assim, é evidente que não é possível justificar o relacionamento homossexual a partir das Escrituras, e muito menos dar à Bíblia qualquer significado que minimize ou neutralize sua caracterização como ato pecaminoso. Em nenhum momento, a Palavra de Deus justifica ou legitima um estilo homossexual de vida, como os defensores da chamada “teologia inclusiva” têm tentado fazer. Seus argumentos têm pouca ou nenhuma sustentação exegética, teológica ou hermenêutica.
A “teologia inclusiva” ou “teologia gay” é uma abordagem segundo a qual, se Deus é amor, aprovaria todas as relações humanas, sejam quais forem, desde que haja este sentimento. Essa linha de pensamento tem propiciado o surgimento de igrejas onde homossexuais, nesta condição, são admitidos como membros e a eles é ensinado que o comportamento gay não é fator impeditivo à vida.
Autor: Pr Barbosa Neto

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