quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

FAMÍLIA - DE VOLTA AO LAR!

Sou homem, e agradeço a Deus por isso, assim como também agradeço a Deus pela maravilhosa existência das mulheres. Afinal de contas, um depende do outro para que a família possa existir em sua plenitude, e diante desse fato entendemos que não existe melhor ou pior, existe apenas parceria delimitada por papéis específicos e foi pensando nesses papéis que cada membro da família tem, que me dispus a por a "minha cara à tapa" para dizer o óbvio, dizer que a mulher precisa retornar ao lar, retornar as origens.

Retornar ao lar não significa a anulação de si mesma, e nem tampouco deixar de ter uma profissão ou uma ocupação qualquer, fora da esfera familiar. Na verdade, retornar ao lar significa ordenar corretamente as prioridades de sua vida, perguntando o que é realmente importante, e o que foi dito, ano após anos em diversos meios que deve ocupar o tempo mais precioso de sua vida.

O mundo moderno tem ensinado a mulher que ela "tem que" ser independente, "tem que" encontrar o seu lugar ao sol, "tem que" ser feliz hoje, mas não diz para ela que só se é independente profissionamente, fora do casamento. É por isso que milhares de mulheres estão frustradas, pois quando nos casamos com alguém nos tornamos de-pen-den-tes dessa pessoa no sentido geral, abrangendo a profissão do cônjuge e todas as facetas da vida à dois. Nos tornamos "uma só carne" quando nos casamos, tanto o homem quanto a mulher se fundem espiritualmente, e o nível de intimidade é tão grande que iremos sempre, eu disse sempre mesmo, querer o bem do outro e nunca, eu disse nunca mesmo, querer ser melhor que o outro, porque, apenas que sejamos loucos, iremos querer o mau de nós mesmos.

Apenas para complementar, existe um movimento moderno que gosto de chamar de retorno ao lar, uma espécie de libertação da visão feminista, aonde mulheres bem sucedidas profissionalmente, que conseguiram ver à tempo qual era a coisa mais importante em suas vidas, deixaram, por um tempo que seja - o mercado de trabalho para se dedicarem única e exclusamente à seus filhos. Creio que não é difícil entender que a criação de nossos filhos é muito mais importante do que qualquer cargo, promoção ou  carreira e isso não é coisa de gente rasa e pueril, é coisa de gente inteligente e sábia. É coisa de quem quer passar os seus valores, mas importantes, para seus "filhotes" pelo menos nos primeiros 10 anos de vida, período essencial para isso. E vejam que brincar com isso não me parece algo que realmente valha à pena.

Uma coisa que aprendi em meus quarenta e seis anos de idade nessa terra, aonde onze destes vivendo a bela experiência paterna - foi que, trocar alguns anos de tranquilidade deixando a educação de nossos filhos nas mãos de terceiros que muitas das vezes são até mesmo desconhecidos, poderá refletir negativamente na adolescência, quando poderemos colher aquilo que foi plantado por pessoas que muitas das vezes nem mesmo comungam das mesmas opiniões que nós, em assuntos delicados, podendo ensinar os seus valores, aos nossos filhos sem nenhuma interferência, e quando acordarmos, talvez seja tarde demais para isso.

Lembro-me de uma vez que ouvi de uma professora em uma creche dizer: "Hoje uma menininha disse a sua primeira palavra e a mãe dela nem sabe disso ainda." Isso é muito triste, muitos pais fazem os filhos e depois deixam outros criá-los sendo apenas mantenedores delas, e não pais de verdade.

Mães, retonem aos seus lares! Eduquem seus filhos com os seus valores não permitindo interferência externa. O Estado não tem esse direito, a Escola não foi feita para isso. Você e seu marido tem essa obrigação diante de Deus, não dêem uma procuração para que outra pessoa inculque - mesmo sem saber - os valores dela em seus infantes. Aí, depois que eles já estiverem com o seu caráter moldado, voltem ao mercado de trabalho, sabendo que essa não é a obrigação da mãe e que através da sabedoria divina as prioridades em sua família foram muito bem definidas. Quem tem a ganhar, são as crianças, os pais e todos ao redor dessa família, que é como dizia na antiga disciplina escolar de Educação Moral e Cívica ou de OSPB (Organização Social e Política do Brasil), "a célula mater da sociedade". Todos só tem a ganhar com esse retorno, principalmente você!

Autor: Tom Alvim

2 comentários:

  1. Creio que a ideia de retorno passa por uma guerra interna poderosa entre o satisfação e prazer na experiência da convivência e serviço à familia ( filhos por cerca de 17- 18 anos e marido por todo o restante) x o desejo de viver a possibilidade do exibissionismo publico da "competência adquirida" da possibilidade de gasto sem o total "controle"/ ciência do cônjuge e etc...

    Drummond disse em um poema " ... a tarde talvez fosse azul, não hovesse tantos desejos"
    Desejos tolos, diga-se de passagem

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