sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A DEMOLIÇÃO DA DENOMINAÇÃO BATISTA NO BRASIL

Até os anos 80 do século passado as igrejas batistas no Brasil ainda se mantinham como batistas de fato. As igrejas eram independentes e cooperantes entre si. Tínhamos como elo de ligação uma grande associação denominada Convenção Batista Brasileira que se dedicava a promover os trabalhos conjuntos das igrejas, tais como grandes congressos evangelísticos, missões mundiais e missões nacionais, manutenção de colégios e Seminários etc. Os pastores eram respeitados, liderassem pequenas, médias ou grandes igrejas. Líderes da Convenção reconheciam seus papéis de coordenadores e não tentavam avançar sobre as igrejas como se fossem seus mandatários. O marketing não existia. Dávamos importância e prioridade ao Espírito Santo como grande impulsionador do trabalho evangelístico das igrejas e havia real crescimento, através da pregação do evangelho e conversão de pessoas arrependidas dos seus pecados. Mantínhamos nossas convicções e primávamos pelo batismo bíblico, por imersão e somente de pessoas que tivessem a condição de crer em Jesus Cristo como Salvador. Quando íamos a igrejas batistas em qualquer lugar, ali nos sentíamos em casa, participando de cultos alegres, porém reverentes, ouvindo sempre mensagens bíblicas. A Bíblia era realmente o nosso único referencial para nossa fé e prática.
Na década de 90 tudo isso começou a mudar. Seminários e nossa editora oficial foram invadidos por adeptos da Teologia Liberal, uma Teologia dita moderna que leva o homem a descrer da Bíblia como Palavra de Deus escrita e que busca base na Filosofia, Sociologia e outras ciências de homens, como se a Teologia precisasse da aprovação de pensamentos humanos. Os Seminários deturpavam a fé de futuros pastores e líderes de igrejas e a JUERP deturpava a fé de milhares de crentes batistas de igrejas por todo o imenso Brasil. Não aconteceu um resultado imediato, mas progressivamente o mal foi penetrando nas igrejas e instituições batistas.
No início deste século a destruição já está estabelecida e avança cada vez mais sobre as igrejas batistas. Cada vez mais igrejas “batistas” deixam de ser batistas. A Convenção Batista Brasileira já está estabelecida como um órgão de governo sobre as igrejas. Uma aberração, pois uma associação representada em assembleias não poderia, de maneira alguma, ser um órgão diretivo. A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil deixou de ser um órgão de congraçamento e promoção de comunhão entre pastores e passou a governar as igrejas também. A editora que fornece literatura doutrinária para as igrejas batistas é uma empresa particular, cujos dois proprietários não são batistas e um deles católico praticante. Igrejas batistas já estão aceitando pessoas que foram “batizadas” por aspersão em outras igrejas e, até mesmo, pessoas que foram “batizadas” quando recém-nascidas. Presbiterianos, metodistas, anglicanos e pentecostais estão sendo aceitos nas igrejas como se tivessem todos a mesma fé, quando sabemos que não é assim. Os cultos nas igrejas foram transformados em grandes (ou medíocres) shows. Pastores são animadores de auditório, mulheres são dançarinas, congregação é plateia. Os templos foram transformados em lugares de divertimento e distração, ou de ocupação para desocupados. A Bíblia foi deixada de lado e dificilmente se ouve uma mensagem realmente bíblica em uma igreja “batista”.
A esperança de manutenção da fidelidade batista às Escrituras está nas igrejas que conseguem manter suas independências. Em pastores que não se deixam levar pelos conceitos e práticas da Teologia Liberal, em homens e mulheres crentes verdadeiros que se convertem e amam a Bíblia como sendo a Palavra de Deus. Estas igrejas devem redobrar o ânimo na pregação do evangelho da salvação e devem se empenhar em manter a fé em Jesus Cristo, o único autor e consumador da fé cristã.
Imagem: Google

2 comentários:

  1. Tom,

    realmente triste, mas é a mais pura verdade. Em nome do sucesso e do pragmatismo exaltado pelo mundo, muitas igrejas têm se entregado a um novo "tipo" de igreja, onde o espetáculo é o que importa. A doutrina batista vem sendo demolida, como o título se refere, em estado avançado; já estamos nos escombros. Felizmente, Deus mantém um remanescente, aqueles que não se dobraram a Baal. E, cada vez mais, devemos orar para Deus preservar-nos da contaminação e doença deste mundo.
    Abraços, meu irmão e amigo!

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  2. Querido irmão Jorge,
    o texto é de um pastor carioca que ainda tenta se manter dentro daquilo em que acredita e de vez em quando vou ao blog dele dar uma lida nos artigos. Infelizmente, essa é uma realidade no meio chamado Batista e vejo-me meio constrangido com a tamanha destruição que os pastores liberais, socialistas e "pentecostais" - todos "Batistas" vem promovendo...não só dentro das igrejas, mas também e principalmente dentro dos seminários. Os seminários estão cheios de professores liberais que estão ensinando sobre a missão integral como sendo a última cereja do bolo, dentre outras coisas que não são históricamente doutrina desta denominação. Hoje a igreja Batista no Brasil é uma colcha de retalhos, quando entramos em alguma poderemos ver de tudo, desde línguas estranhas até a símbolos estranhos a nossa fé e hoje já não me identifico com muitas delas. É muito difícil travar um diálogo tranquilo e saudável com algum irmão Batista, pois a maioria já está totalmente contaminada com doutrinas estranhas e que na maioria das vezes nem sabe do que estão falando, pois apenas ouviram alguém falar sobre determinado assunto, mas como nós brasileiros não teve a curiosidade de buscar a verdade, na verdade.
    Abração querido irmão!

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