terça-feira, 11 de junho de 2013

“Mamãe, cadê a saia tubinho preta do papai?”



Escrevi dois posts sobre a ridícula história do saiaço do Colégio Bandeirantes, QUE TEM MAIS DE DOIS MIL E SETECENTOS ALUNOS. Pois bem. Leio na Folha de hoje o seguinte parágrafo:
“Vestindo saias, mais de 50 alunos e alunas protestaram ontem de manhã na frente do colégio Bandeirantes, na zona sul de São Paulo.”
Huuummm… Deixem-me ver: “mais de 50” deve ser qualquer coisa entre 51 e 59, certo? Faço a conta pelo teto — 59 — e tomo o número de estudantes pelo piso: 2700. Isso quer dizer que, no máximo, 2,2% dos alunos aderiram ao “protesto”, ao qual, então, não aderiram 97,8%.
Mas esperem: eu não sabia que mulheres, agora, também usam saia como forma de afronta e protesto. Na nossa cultura, as saias femininas sempre me pareceram adequadas, digamos assim, à metafísica influente. Que mundo estranho, né? Fico a imaginar diálogos…

— Mãe…
— Fala, Pedro!
— Cadê aquela saia tubinho preta do papai?
— Está na lavanderia!
— Droga!
— Quer aquela minha azul?
— Mãe, você tá muito gorda. Eu uso 37, e você 42!
— É mesmo! Mamãe inveja a sua cinturinha.

Ou então:

— Que é isso, Tati?
— Isso o quê, pai?
— Essa roupa!
— Uma saia!
— Saia? Agora mulher deu pra usar saia?
— É só um protesto, pai!
— Pô, filha, que susto! Por for falar nisso, o que você achou dessa saia nova do papai?
— Bonita, mas acho que está um pouco curta…
— Deixa de ser ciumenta, Tati!

O tal saiaço só existiu na imprensa politicamente correta — ou “homonormativamente” correta — e no delírio militante. Melhor saber que o Colégio Bandeirantes continua empenhado em dar boas aulas e que a esmagadora maioria dos alunos continua empenhada em aprender.

O resto é proselitismo ridículo.

Por Reinaldo Azevedo

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