QUANDO AS SOMBRAS SILENCIAM

Ficção espiritual que conta a estória de um casal de missionários, em meio a muita ação e aventura.

HOMENS QUE LUTAM

Nova série de artigos sobre atitudes que tornam os homens mais do que vencedores.

FAMÍLIA - O PAPEL DO HOMEM.

"Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, (Efésios. 5: 25)"

FAMÍLIA - O PAPEL DA MULHER.

"Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos. (Provérbios. 14:1)"

POEMAS - Para adoçar a vida!

Poemas que nascem no coração, cresce em nossa mente e alçam vôo em nossa imaginação.

Blog Impressões Sem Pressões

"Em meio a valores distorcidos em nossa sociedade, temos JESUS CRISTO como referencial perfeito!" (Tom Alvim).

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Garotos estranhos


"Somos embaixadores por Cristo" (2Cor. 5:20)

Uma das melhores coisas que aconteceram em minha vida foi ter conhecido e feito parte de um grupo de garotos espertos, saudáveis e desejosos de aprender mais de Cristo. Não, eu não estou fazendo uma auto-avaliação orgulhosa de minha infância, muito pelo contrário, quando menino, aprontei bastante e até uma certa idade era a antítese desta descrição. Estou falando de uma organização criada nos Estados Unidos da América por homens que se preocupavam com os seus meninos e resolveram partir para a ação. Os Embaixadores do Rei, que graças a Deus ainda existe no meio Batista e, creio eu, tem uma certa inspiração nos moldes dos escoteiros, mas com uma temática mais evangélica e com forte influência na formação do caráter infanto-juvenil. 

Quando criança, vivia correndo pelas ruas do meu bairro lá em Realengo e como qualquer garoto, ou melhor, como qualquer moleque do subúrbio carioca tinha um vocabulário nada exemplar, repleto de palavras torpes e obscenas, que um dia foram extirpadas de minha vida quando conheci outros meninos. Uma espécie diferente, naquela época estranha e exótica para mim. Meninos que não falavam "palavrão" e que viviam sorrindo, mas era um sorriso sincero, sem ares de malícia em seus rostos, sem a malandragem perigosa que muitos já possuíam. Fui me afeiçoando a esses "garotos estranhos" e quando menos esperei já estava entrosado e participando de suas reuniões. 
Como os meninos fazem amigos fácil não é mesmo? 
Já os adultos...Sempre com suas reservas, mantendo a todos bem distantes. Talvez por isso seja tão difícil fazer amizades profundas após certa idade.

Depois de um tempo, a minha nova turma mostrou-me quem era Jesus Cristo e inserido neste contexto aprendi muito acerca deste Rei e de seus discípulos. Inclusive dos discípulos modernos, através do estudo de muitos heróis da fé em suas biografias. Foi durante este período que William Buck Bagby, Adoniram Judson e outros instigaram a minha saudável vontade de conhecer mais o Pai, ver os seus milagres acontecerem e entender que heróis existem, mas não como o mundo nos apresenta. Heróis de verdade não fazem questão de aparecer. Eles dizem bem baixinho: "Que eu diminua e que Cristo apareça". Esses homens deixaram seus exemplos para todos nós de como é gratificante representar seu Rei na corte de outro e de como podemos deixar marcas profundas em muitas gerações de meninos que um dia se tornarão os homens desta nação.

Um outro missionário, este ainda vivo na época, chamado Willian Alvin Hatton gerenciando o Sítio do Sossego trouxe um pouco da dinâmica norte-americana de acampamento para o Brasil e neste contexto forjava novos missionariozinhos durante os dias de aventura, esporte, lazer e muito estudo bíblico em suas instalações. Aquele lugar era maravilhoso, lembro-me muito bem dos chalés que nós ficávamos, todos com nomes de cidades americanas. Eu mesmo fiquei em um chamado Abilene, que era a cidade aonde o Pr. Willian havia nascido. Lembro-me até hoje, já com meus 42 anos de vida, do cheiro e do gosto do achocolatado servido no "rancho". Dos sapos enormes que pulavam pelas calçadas do sítio quando íamos para os cultos na capela. E das medalhas que eram distribuídas àqueles que se destacavam durante o acampamento. Só consegui ganhar uma no segundo de que participei. Era uma honra para os meninos ganhá-las e para mim não foi diferente. 


Dias incríveis aqueles, que me deixaram grandes marcas e profundas convicções arraigadas. Dentre elas, a de que devo ser um homem íntegro, que ama a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo, pois os "Serviço Real" nos talhava assim. Era comum ver um jovenzinho da igreja tentando ajudar uma pessoa idosa a achar um lugar dentro do templo, ou no final do culto ir correndo para a cantina ajudar a vender os mistos quentes e as saladas de frutas da embaixada.


O compromisso declamado em todas as nossas reuniões nos lembrava o que era importante para um Embaixador. Veja abaixo:


"Prometo, esforçar-me por uma vida digna de um embaixador do Rei, guardar meus lábios da mentira, da impureza e de tomar o nome de Deus em vão. Conservar meu corpo limpo e pronto para o serviço. Estudar a vida de grandes embaixadores do Rei, na Palavra de Deus e nos livros missionário. Dar tudo o que puder para o sustento de missões e pelo meu trabalho ajudar a estabelecer o Reino de Deus na terra".
 

"Prometo, ser leal a Jesus Cristo, viver para Ele e servi-Lo sempre. Terei uma vida pura, direi sempre a verdade, corrigirei os meus erros, seguirei a Cristo Rei. Se assim não for, para que nasci?".

Foi nessa época surgiu a nossa querida "irmandade", cinco amigos que compartilhavam ideais semelhantes, moravam próximos e eram todos embaixadores. O Jane Cleber, o Carlos Henrique (que hoje já está com o nosso Rei), o Antônio e o Marquinhos. 

Esses garotos estranhos, hoje todos homens formados e com família constituída foram importantíssimos para mim. Deixei os costumes ruins de lado e tornei-me um embaixador de Cristo aqui na terra em tempo integral e para todo o sempre.


Por que como era dito neste meio: "Uma vez embaixador, sempre embaixador!"


Autor: Tom Alvim.
Imagem: Google

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Eu sei o que você está sentido!



Quantas vezes na vida já ouvimos ou já proferimos essa frase? "Eu sei o que você está sentido!" Creio que no meu caso, algumas poucas vezes, mas o suficiente para entender o seu sentido. Essa é uma frase que poderá trazer para quem a ouve conforto, consolo ou até mesmo uma sensação de segurança, pois quando alguém se propõe a dizer isto é porque sabe o que estamos sentido ou apenas usou esta frase formalmente e sem ter noção do seu alcance e possibilidades. 

Por que estou dizendo isso? Porque outro dia em uma de suas pregações dominicais o pastor da igreja em que congrego disse algo que me marcou muito. Ele disse que as pessoas somente acreditarão que a amamos se demonstrarmos que nos importamos com elas, tanto na igreja como em nossas famílias. 

Pode parecer algo simplista para alguns, mas para mim foi como se tivesse sido apertado um interruptor de uma luminária que trouxe a minha mente esta verdade. Talvez até mesmo um princípio. Se apenas somos teóricos da fé e da vida, não tocaremos profunda e verdadeiramente a ninguém, quiça a nós mesmos. 

A relação confiança x segurança é estabelecida a partir deste contexto e não apenas de palavras soltas e vazias. Em nossos lares, por exemplo, podemos falar a todo o momento que amamos os nossos filhos e/ou cônjuges - e eu faço isso centenas de vezes durante o dia - mas se não demonstrarmos de forma prática seremos apenas mais um a ter lindas palavras frias e sem sentido sendo jogadas ao vento para longe de todos, e pior, distanciando a muitos de nosso convívio. 

O amor precisa em algum momento materializar-se e tocar fundo nos corações daquele que é o alvo de nossas atenções. E o amor é inquieto, ele deseja mostrar-se, ou toma o seu lugar uma usurpadora que nem chega aos seus pés - A falsidade. Teórica, fria e distante.

Na congregação dos justos não é diferente, senão prestamos atenção as necessidades daqueles que carinhosamente chamamos de irmãos, seremos impolutos cidadãos que falam, mas nada acrescentam. Que são ótimos na teoria, mas que nunca exerceram na prática o amor ao próximo. Que nunca olhou para o lado e entendeu que era a hora de abrir a carteira e ajudar ao irmão, ou que nunca se mobilizou para ajudá-lo de verdade de alguma forma.

Quantos de nós vivemos um evangelho fictício que nunca extrapola a mera letra. Que poucas vezes foi além e deixou de ser um artista para ser alguém real, que vive, chora, sorrir, canta, caminha, ajuda a alguém de verdade, na verdade e pela verdade.

Assim deve ser em casa, como nossa família - Quando levantamos milhões de vezes à noite para ver se nossos pequenos estão cobertos ou quando esquecemos de nosso bem estar próprio para que eles estejam confortáveis e protegidos. Da mesmo forma deve acontecer na igreja, quando por amor deixamos de beber aquele vinho, que algum irmão demoniza, em um jantar entre amigos ou quando esquecemos de nós mesmos e doamos aquilo que nos fará falta, mas que é mais importante para o outro.

Na comunidade não é diferente, por isso a igreja primitiva chamava tanto a atenção daqueles que a observavam. Cristo estava presente em seu meio, permeando os corações que estavam desapegados das coisas e tinham a visão real do que era mais importante para todos. Este mesmo Cristo, como sempre, foi o exemplo maior de desapego, amor, e doação. Deixou seu trono no céu para viver no meio de pecadores, amou-nos demonstrando não apenas com palavras, mas com atitude ao deixar-se crucificar por todos nós, e finalmente doou-se por completo sem reservas e sem meio termos.

Amou-nos por completo para que um dia em meio aos sofrimentos humanos, que em algum momento iremos passar, possa ser aquele que irá nos confortar e nos dar a segurança total ao dizer em nossos corações: "- Eu sei o que você está sentido!" Já senti isso lá na cruz. 

Não há palavras mais preciosas do que aquelas que seguem atrás das atitudes. Elas tornam-se poderosas e fazem com que sigamos em frente até a morte, por acreditarmos naquele que as proferiu. Cristo Jesus o nosso exemplo maior.


Autor: Tom Alvim
Imagem: Stock.xchng