sexta-feira, 10 de agosto de 2012

UFC - UM DIA FOMOS CIVILIZADOS?




Não irei escrever um texto contra as artes marciais ou contra a defesa pessoal, pois durante a minha adolescência joguei capoeira nas ruas do Rio de Janeiro chegando até o cordel verde-amarelo e foi uma época muito marcante para mim não vendo QUASE nada que pudesse desabonar sua prática. Também aprendi defesa pessoal e um pouco de taekondo, tudo isso com "mestres" muito bem intencionados e que jamais incentivaram qualquer menino que usasse o que estava aprendendo para atacar pessoas e praticar violência de qualquer espécie. Tanto na capoeira, quanto no taekondo aprendíamos a nos defender e principalmente a nunca usar nossos conhecimentos de luta para o mal. Estávamos no lado bom da força...rs

O que temos visto no Brasil e no mundo ultimamente é que a mídia descobriu o potencial financeiro atrás de lutas como o Jiu-jitsu e o que antigamente chamavam de Vale-Tudo agora ganhou o glamour do telebusiness, com um marketing pesado para fazer algo grotesco parecer apenas um esporte inofensível. Assim como a cerveja, uma bebida AMARGA e sem graça, se tornar na tela da TV e nos cartazes publicitários algo maravilhoso e desejado pela maioria das pessoas. 
Para os poderosos midiáticos não importa se a sociedade corre risco com suas propostas televisivas, contudo que suas contas bancárias estejam transbordando de "grana", o resto que "se exploda" e mesmo que se exploda ou imploda eles conseguirão ganhar muito dinheiro com o sangue alheio. Uma estimativa conservadora revela que a marca UFC já rende aos cofres de seus detentores quase US$1 bilhão e para entendermos mais claramente do que estamos falando no Rio os ingressos chegaram a custar até R$1.200,00 para ver uma luta terminar em 74 minutos.

Quando aprendemos a dar um golpe no adversário ou aprendemos a imobilizá-lo, também aprendemos que podemos fazer muito mais, podemos inclusive acertar um ponto vital dele, mas não o faremos... a não ser que seja totalmente necessário! Desta forma estaremos conseguindo controlar os nossos impulsos mais primitivos e animalescos. Nós podemos matar outra pessoa, mas não o fazemos por diversos motivos, dentre eles, motivos religiosos, motivos sociais; motivos são o que não faltam para isso. Assim entendemos que somos civilizados e não animais irracionais que podem e devem se controlar, caso contrário viveremos o caos generalizado.

O UFC incentiva a violência, mesmo que os seus defensores digam que aquela luta é impessoal e que não há intensão nenhuma de destruir um inimigo, mas não é isso que se verifica ao assistir uma dessas lutas. Não me convence dizer que ao desferir um golpe no rosto do meu oponente e vê-lo sangrando, em bicas, não é algo violento.

Então qual o nome? Esporte? Não é mesmo!

É quase uma barbárie e uma prática que deveria ser abolida da TV aberta.

Enquanto nossas crianças, adolescentes e jovens continuarem a serem expostos a espetáculos dantescos com a exaltação da violência não poderemos reclamar de uma geração de adultos violentos, sarcásticos e frios sendo formados "à balde" dia após dia debaixo de nossos narizes.

Finalizo reforçando que não sou contra as artes marciais, mas sim ao uso errado que é feito delas, principalmente quando vejo jovens "crentes" idolatrando os seus "heróis" que arrancam sangue e o fazem esguichar no tatame e depois levantam suas mãos para os céus dizendo que amam ao seu próximo como a si mesmos. Vejo a hipocrisia aflorando no meio daqueles que em Cristo precisam ser sinceros e irrepreensíveis no meio desta geração "UFCeriana". Como disse Charles Spurgeon "porque a igreja tem pouca influência no mundo atualmente: é porque o mundo tem muita influência na igreja" e como os nossos jovens são igreja, estou falando deles como igrejas que deveriam ter em Cristo seu único herói de verdade e em sua Palavra o caminho seguro para caminhar por este mundo que por si só já é muito violento.

Ou ensinamos a eles o que é realmente bom e agradável a Deus, ou continuaremos sem rumo pela vida e não adiantará aos pais perguntarem para si mesmos: "aonde foi que eu errei?". Teria sido na permissividade? ou na perversidade de deixá-los expostos a tamanha brutalidade.

Autor: Tom Alvim
Imagem: Google

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