terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ansiedade - Crer para ver.


"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças." (Filipenses. 4: 6)

Viver sem estar ansioso nestes dias é algo que pode parecer impossível para a maioria das pessoas ditas normais, mas se entendermos a verdadeira dinâmica da vida poderemos saber como lidar com um sentimento tão destrutível e prejudicial como a ansiedade, de forma inteligente e satisfatória. Se viver ansioso fosse algo bom, Cristo não teria dito para que não nos tornássemos amigos íntimos dela e companheiros inseparáveis de todos os momentos de nossas vidas. Então, devemos buscar nele a antítese da ansiedade que é a paz que excede a todo o entendimento - "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Filipenses. 4: 7).

A grande verdade é que se nos acostumarmos com esse estado de pressão interior contínuo ao longo de nossas vidas e não nos precavermos, iremos plantar muitas doenças psicosomáticas que se desenvolverão  lentamente e aos poucos nos matarão, ou matarão os nossos relacionamentos mais preciosos de forma tão fulminante que nem mesmo nos aperceberemos do que aconteceu ao nosso redor. É por isso que devemos levar para Deus as nossas dúvidas, as nossas necessidades e tudo aquilo que possa estar nos afligindo. Levamos a ele, e depois descansamos junto de seu Trono.

O mais interessante nessa dinâmica relacional é que podemos levar para Deus tudo que nos aflige e em uma demonstração de fé esperarmos o seu cuidado e resposta. Se tivermos fé em Deus ficaremos em atitude de submissão total e nos sentiremos cuidados pelo criador de todas as coisas. Se creres, verás a glória de Deus (João. 11: 40), se tiverdes fé (Lucas. 7: 50), se suas petições não forem egoístas (Mateus. 20: 20-28), se não for para gastar com seus próprios deleites (Tiago. 4: 3), se perdoarmos o nosso irmão (Mateus. 18: 15-22 - Marcos. 11: 25, 26), se e somente se.

Existe uma série de condicionantes que na verdade estarão resumidas em duas coisas: A Submissão e a confiança.

Quando estamos ansiosos, estamos dizendo que não confiamos na providência divina e estamos revelando uma fé apenas naquilo que podemos ver, tocar ou até mesmo confirmar e reconfirmar quantas vezes pudermos.

Precisamos ver para crer, mas a ordem está errada, temos que CRER para ver.

A minha pergunta é: Quem já viu uma criança ansiosa? Talvez a pós-modernidade esteja produzindo uma nova geração de crianças ansiosas, mas em condições normais de temperatura e pressão isso não seja algo normal, é algo produzido por um excesso moderno de atividades que os seus pais no afã de prepará-los para o mundo concorrido que se lhes apresenta acabam impondo aos seus pequeninos e nem pensam que já estão contribuindo para formar os ansiosos do amanhã nos dias de hoje.

Devido as altas temperaturas e submetidos a muita pressão...Ninguém pode suportar.

Uma criança confia em seus pais, e talvez seja a melhor forma de entendermos sobre fé. Qual pai nunca pediu para seu filho pular em seu colo? Creio que a grande maioria, e a respostas desses pequeninos é rápida e sem questionamentos complexos. Eles, por confiarem em nós, apenas pulam e se deixam larga, confiando que o seu pai estará ali para pegá-lo de forma carinhosa e firme. Quer prova maior de confiança? Assim nós devemos ser diante do nosso Pai Eterno.

Confiando; tendo fé iremos agradá-lo e ele cuidará de nós.
Deixe a ansiedade de lado. Ela não é sua amiga.


Autor: Tom Alvim
Imagem: Stock.xchng

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