segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Compro, logo existo? Ensinar a gastar



Ouvi uma frase hoje e achei fantástica, não pela frase em si, mas pelo que está embutido nela. A frase foi a seguinte: "Compro, logo existo!", fazendo um paralelo entre a famosa frase de René Descarte "Penso, logo existo!". Estamos no final de mais um ano e este é um dos momentos mais festejados pelo comércio para ganhar mais dinheiro. Não importa como farão isso, o que importa é o lucro. Se for preciso manipular as mentes dos pequeninos e dos não tão pequeninos assim, eles o farão sem dó nem piedade. Parece que estou sendo muito melodramático, mas a verdade é esta mesmo, se alguém ligar a televisão neste exato momento irá se deparar com uma enxurrada de comerciais que o levarão a crer que somente é feliz quem pode comprar. Na internet, no rádio e em todos os outros meios de comunicação existente é a mesmíssima coisa. Compre! compre! compre! Essa frase é o carro chefe dos vendedores. Eles querem vender e para isso vendem a idéia de que precisamos de coisas. Viu como gostam de vender? A nossa tarefa, e não é fácil, é ensinar aos nossos filhos a importância das coisas e mostrar para eles que o mais importante na vida é como outra frase que ouvi, "o mais importante na vida é aquilo que não se pode pegar", achei o máximo! Ela traduz tudo. Colocando as coisas em seu devido lugar e o que realmente importa em lugar de destaque. É claro que coisas são importantes, mas coisas supérfluas não. Coisas que já possuímos e que ainda estão em boas condições de uso, devem ser aproveitadas. Ensinar aos nossos filhos que a coisificação da vida não foi idéia de Deus, mas sim de homens inescrupulosos que amam mais ao dinheiro do que ao ser humano. Vivemos em um país capitalista e o consumo tem o seu lugar, mas deve ficar em lugar apropriado, não devendo criar em nós a falsa sensação de satisfação. Outra coisa importante é explicar-lhes que somente poderemos ter o que podermos ter. Parece óbvio, mas não é, por que existe tantas pressões para sermos quem não somos, para termos o que não podemos ter e para vivermos uma vida que, pelo menos no momento, não podemos ostentar, e o desafio é passar para os nosso pequeninos essa compreensão sadia da relação de consumo x necessidade verdadeira. O Natal está ai e o Ano Novo batendo às portas. Então, que em 2012 nossa família seja vitoriosa angariando para si tudo aquilo que não podemos pegar. Como amor, compreensão, saúde, aconchego, paz, felicidade, salvação de nossas almas, compaixão pelas outras pessoas e tudo o mais que não possa ser comprado mas conquistado. Termino este post com mais uma frase e desta vez famosa, a do Pequeno Príncipe que diz "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativastes". Creio que seja assim a frase, li este livro a muito tempo, mas o que importa é a essência dela, nem tanto a forma, mas a sua essência.


Autor: Tom Alvim
Imagem: Stock.xchng

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