segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Santo vs Profano



(2Cor. 5: 15, 18)

O Texto abaixo foi usado em uma pregação feita para a juventude de nossa igreja, por isso está formatado como um esboço. Quem gostar e quiser aproveitá-lo, fique à vontade. 


Do ponto de vista puramente humano o sagrado e o profano pode ser definido de diversas formas que irá com toda certeza nos separar de Deus. Seja o Santo ou o profano. Por exemplo: O filósofo francês Girard acreditava que o sagrado era uma legitimação da violência e que o “bode expiatório” poderia livrar a comunidade aonde estava inserida de problemas com o divino. Também acreditava que as comunidades mais primitivas aceitavam o sagrado com mais facilidade.

Émile Durkheim em seus estudos sobre a religião observa que “o sagrado e o profano foram pensados pelo espírito humano como gêneros distintos, como dois mundos que não têm nada em comum” e conclui: “existe religião tão logo o sagrado se distingue do profano”.

Não irei usar como referência estes pensadores, pois eles pensavam dissociado das Escrituras Sagradas. A filosofia tem a sua importância, mas na verdade não traz repostas que satisfaçam nem aos seus mais ardentes entusiastas. Com exemplo temos Nietzsche que disse que Deus estava morto e no final de sua vida ficou louco acreditando que era Napoleão e também Jesus Cristo.

Vamos definir Santo (Sagrado) e Profano:


* Sagrado = do lat.sacratus, do v.sacrare, "consagrar". Separado para Deus.

* Profano = do lat.profanus. Aquilo que viola o sagrado. (Aquilo que viola a você mesmo, pois você é santificado por Deus e para Deus [Você foi separado para Ele])

Enquanto o sagrado se define como associado à religião, ao divino, ao respeito e veneração, o profano define-se como oposto ao sagrado. (Visão maniqueísta da vida)

DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO, SER SANTOS (“Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pe: 1: 16). Ser SANTO é fazer a vontade do Pai; “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; (1ªPe. 2:9).

QUANDO BUSCAMOS SER SANTOS, APRENDEMOS QUE:

» Devemos fugir da tentação de fazer para receber. Isso não é santidade, isso é interesse que gera egoísmo, e no final gera arrogância. (Linearidade descrita por Larry Crabb);

» O fazer será permeado pela vontade de agradar a Deus pelo que ele É, e não pelo que ele poderá nos dar;

» O amor desinteressado produz, vida DEPENDENTE daquele que nos ama.

  • Jesus fez isso (“Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.” João. 4:34)

Para que saibamos o que podemos fazer (SANTO) e o que não podemos fazer (PROFANO) devemos seguir a tríade, conversão a Cristo, Espírito Santos e Princípios bíblicos. Somente assim poderemos naturalmente (de dentro para fora) fazer as nossas escolhas de vida, caso contrário viveremos uma religiosidade vazia e que em algum momento não será mais suficiente.

Conversão a Cristo:
  • No ato da conversão somos SEPARADOS para o Senhor. “Porque povo santo és ao SENHOR teu Deus; o SENHOR teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a terra. Deuteronômio. 7: 6)”.

Espírito Santo:
  • Devemos lembrar que o apóstolo Paulo nos alerta que somos templo e morada do Espirito Santo cf. 1º Co. 6.19. “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus?
O ES irá nos ajudar na interpretação bíblica e nos incomodará (ou ao contrário) quando estivermos caminhando por caminhos profanos. cf. 1ºCo. 2: 14, 16).

Princípios bíblicos:

ex.: Fornicação (Ap. 21: 8); Amor x Sexo (1º Cor. 13); Adultério (1ª Cor. 6: 10), etc.



COMO CONSEQUÊNCIA DESTE ENTENDIMENTO HAVERÁ UM REAVIVAMENTO NA IGREJA, NA SUA VIDA:

O reavivamento na igreja precisa começar com uma revolução da alma. Não adianta, e na verdade até prejudica, preocupar-se demais com a forma (ritos) até que tenhamos nos preocupado com nós mesmos.


CONCLUSÃO:

Ai está à saída para nós servos de Deus viver uma vida consagrada a Deus.

É somente fazer morrer em nós o profano olha o conselho de Paulo a nós agora. “Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”. Rm. 13.12.

E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as”. Ef. 5.11.

Se fizermos morrer em nós todas estas coisas estaremos matando o profano em nossas vidas e só restará o Sagrado em nós. E o apóstolo Pedro diz assim: “crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno”. 2º Pe. 3.18.


Autor: Tom Alvim
Imagem: Google


Referências Bibliográficas: Émile Durkheim (Sagrado x Profano), Larry Crabb, Bíblia Sagrada.

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