quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Terra Gospel: Verba Pública.

Esta matéria saiu no portal do Yahoo, e é de autoria do Walter Hupsel. Comento abaixo:

Terra Gospel: Já estou tomando raiva deste termo importado, GOSPEL, que quer dizer evangelho, só que mais chic...é trocar seis por meia dúzia, só que em inglês sacou?

Um trecho da reportagem diz que "
o governador do Acre, Tião Viana (PT),  quer  construir um Parque Gospel com dinheiro público e numa área que seria destinada à habitação popular. Teria moradia pra 55 mil pessoas (evangélicas? ou potenciais alvos?) e receberia cerca de 5 milhões por ano. A evangelholândia seria uma espécie de complexo esportivo-evangelizador-habitacional, cujo ginásio esportivo custará cerca de R$ 20 milhões dos cofres públicos." e segue com a denúncia.

Para quem quiser ler o artigo na íntegra (Sugiro que sempre façam isso!), segue o link.

Sinto náuseas quando ouço qualquer um dizendo que vai usar o dinheiro público para fazer aquilo que não deve fazer. Usar o erário para beneficiar QUALQUER segmento religioso é erradíssimo. Financiar festas católicas, evangélicas ou espíritas, carnavais, restauração de igrejas históricas, marchas para isso ou aquilo, paradas disso ou daquilo, doar terrenos para construção de templos religiosos, ONGs, movimentos ditos sociais, etc. Tudo isso é inconcebível e deve ser combatido por todos para que possamos realmente dar o destino correto a verba pública que infelizmente já escoa pelo ralo da corrupção que toma conta de quase todas as esferas do poder público.

Como crente não aceito a reunificação da Igreja com o Estado, mesmo que seja de maneira tão sutil.

Para que possamos ter independência, não podemos ficar "presos" a ninguém, pois se assim o fizermos não poderemos exercer nosso ministério de profetas neste mundo corrompido, assim como fez o profeta Miqueias contra os reinos do Sul (Judá) e do Norte (Israel). Esse contemporâneo de Isaías combateu a injustiça social e depois conclamou o povo a voltar-se ao único Deus verdadeiro, porque não devia favores aos Reis de sua época e nem tampouco aos líderes religiosos que estavam totalmente comprometidos com a mentira e a roubalheira da corte.

Qualquer empreendimento a ser criado em benefício do povo cristão evangélico deve ser feito única e exclusivamento através das ofertas que brotam no coração de cada um, através da fé em Cristo e depois de muita oração e dicernimento para não cair no "conto do vigário" ou na lábia dos espertalhões que roubam dos fiéis para enriquecerem-se e encherem seus ventres de dinheiro.

Propostas como essas soam como uma piada de extremo mau gosto e que a seu tempo deixará um sabor de féu na boca dos bobalhões dislumbrados com as benécies desse tipo de político.

Autor: Tom Alvim.

Obs.: Se puder comente o texto, para que possamos refletir sobre o tema em questão.

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