segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comissão de retaliação

Jair Bolsonaro
       A propalada Comissão Nacional da Verdade está longe de contar a história que todos queremos, pois nos poucos
artigos do projeto aprovado na Câmara escondem-se todos os tentáculos daqueles que, financiados por Cuba, queriam
implantar no Brasil a ditadura do proletariado. A acreditar em seus autores, deveríamos, por coerência, ao lado do Cristo
Redentor também erguer uma estátua de Fidel Castro como tributo a nossa atual democracia.
       As incoerências começam pela competência exclusiva da atual presidente para indicar os sete membros da
comissão. Qual a isenção desse "tribunal"?
       O organismo, por critérios exclusivos de seus membros, também terá o poder de resguardar o sigilo de todo e
qualquer documento que a imprensa e o povo não possam ter acesso. É a censura prévia, explicitada em lei, por quem
teme a verdade.
       Desborda-se também a Lei da Anistia ao determinar que "é dever dos militares colaborar com a Comissão da
Verdade". Se é dever, cabe a pergunta: qual a pena para quem não colaborar? As ameaças de prisão de velhos
generais, coronéis e outros militares passam a ser realidade.
       Estando na lei, até os velhos regulamentos disciplinares poderão ser aplicados aos militares inativos com
sucessivas punições de até 30 dias de prisão, podendo, via Conselhos de Justificação/Superior Tribunal Militar, culminar
com perda da patente dos que "ousaram" não atender à convocação da comissão.
       Em tese, esse dispositivo contraria até a convenção internacional, da qual o Brasil é seguidor, de que ninguém é
obrigado a produzir prova contra si.
       O governo não quis discutir a fundo o projeto na Câmara por muitos motivos, entre os quais a sua
inconstitucionalidade, principalmente pelo revanchismo explícito de setores que não aceitam a Lei da Anistia, já
reconhecida até no STF. Por isso, o texto foi aprovado sem debates.
       Os sete homens do governo ainda teriam poder de "determinar a realização de diligência para coleta de
documentos e dados", legalizando assim a prática do "pé na porta" em residências de militares para busca e apreensão
do que eles imaginam lá existir. A comissão terá mais poderes que as atuais CPIs, e cria um circo ao permitir que se
possa convocar, para entrevistas públicas, qualquer pessoa que se entenda guardar relação com os fatos da época.
Preocupado em blindar autoridades que compõem o atual governo, o projeto ainda limita as apurações a crimes de
tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, não prevendo os praticados pela esquerda, como
sequestros, justiçamentos (muito utilizados no Araguaia), latrocínios, carro-bomba e obtenção de recursos de países
cujos regimes ditatoriais persistem até hoje. Essas pessoas que demonstram tanta preocupação com os direitos
humanos no passado não têm o mínimo interesse em apurar o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel
em 2002, talvez o último justiçamento motivado pela causa marxista - o Poder.
       O projeto joga os militares no covil das hienas, reabrindo feridas e atingindo diretamente a hierarquia e a disciplina
castrense na medida em que os comandantes militares, com o silêncio que lhes é imposto, permitem que um ex-
guerrilheiro, assessor especial do ministro da Defesa, fale por eles.

JAIR BOLSONARO é deputado federal (PP-RJ).

Obs.: Texto enviado por e-mail para publicação neste blog, por isso está sem a devida formatação.



Família Alvim - Quem se diz crente em JESUS CRISTO e vota em candidatos do PT deveria ler a Bíblia.
Abaixo o comunismo. Abaixo o socialismo.

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