sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Reedição: O que você vai ser quando crescer?

"Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo," (Efésios. 4: 13)

Quando eu era criança ouvia esta frase de forma intensa, o que você vai ser quando crescer? e era para mim uma frase angustiante, pois eu não sabia nem mesmo o que iria fazer depois do jantar, ainda mais o que iria ser quando crescer.

Algumas possibilidades povoavam meus sonhos, como por exemplo, ser piloto da Força Aérea Brasileira, mas, depois que descobri que tinha astigmatismo decidi sonhar em ser desenhista e a lista de sonhos não parou por ai, ela foi enorme e confusa por um bom tempo.
Depois que escolhemos a nossa profissão e terminamos o nosso curso, seja ele um curso técnico ou um bacharelado em alguma área qualquer seremos eternamente taxados por essa escolha. As pessoas sempre irão se referir a nós com este pós-nome, nós deixamos de ser simplesmente nós mesmo e passaremos a ser uma profissão.

Por exemplo, seremos lembrados assim: Você conhece o fulano, aquele que é dentista, ou aquele que é médico, ou aquele que é pedreiro? Pois é, a nossa profissão será quase uma segunda pele, e em algumas casos será talvez, a sua primeira pele. Você dormirá com ela, acordará com ela e será marcado por ela até a sua morte.

Alguns dizem que não são vendedores, mas que apenas estão vendedores, mas também já ouvi amigos na faculdade brincado acerca de um determinado professor, dizendo assim: "Alguns juízes pensam que são deuses, mas este nosso professor (que era juiz) tem certeza disto." 

Existem aqueles que acham que a profissão é algo passageiro, mas para outros é o próprio significado de suas vidas. Isso é até meio trágico, penso eu.

Agora, em algumas igrejas, já vi aberrações quando alguém vai apresentar um preletor de alguma celebração e chama o irmão doutor fulano de tal ou o irmão major sicrano. Isso é um total distanciamento do que Jesus pregava, Jesus dizia que somos todos iguais na igreja e que os últimos seriam os primeiros, ou seja, em qualquer lugar pode existir esse culto aos títulos de alguém, menos da igreja de Cristo.

Eu nunca vi ninguém apresentar o irmão beltrano pedreiro, ou a irmã fulana manicure, mas se ele ou ela tiver um título qualquer, aí sim será usado como um algo a mais para validar aquela palestra ou pregação. Na igreja somos todos iguais, somos todos servos e devemos sempre pensar assim como o apóstolo Paulo, somos o menor dentre todos os outros.

Que Deus tenha misericórdia de nós mostrando-nos que não importa os títulos , o que importa é se esse alguém entende que sem Deus ele não é NINGUÉM e que somente o Espírito Santos nos capacita a sermos usados para a glória Dele e para Ele.

É claro que existem exceções, se algum irmão médico for fazer uma palestra sobre aborto, células troncos, etc, ele poderá ser apresentado como profissional da área, isso é algo racional e lógico. O ridículo é acharmos que títulos são pré-requisitos para validar uma mensagem. Também não falo dos extremos, não será a falta deles que poderão trazer eficácia a mensagem, mas sim se tivermos vida com Deus, amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, nossas vidas falarão por nós e nossa pregação surtirá os efeitos necessários.

Sei respeitar a profissão dos meus irmãos, se algum dia eu for a algum consultório/escritório de alguém da igreja irei chamá-lo sem nenhum constrangimento de doutor ou doutora, mas na igreja gosto de chamá-los pelo nome, pois, ou somos irmãos na fé ou somos estranhos que não poderão aprofundar-se em amizade e amor, fruto da salvação a nós presenteado por Deus através de seu filho Jesus Cristo.

E para terminar, prefiro perguntar a alguém: Quem você vai ser quando crescer? Semelhante ao Varão Perfeito que é Jesus ou um homem decaído que não se parece em nada com aquele que o criou?

Devemos procurar ser como Jesus quando crescermos, esse é o nosso alvo.


Autor: Tom Alvim
Imagem: Stock.xchng

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